
A Equipe da EMEI CEU Paz,
tem se empenhado na realização de um trabalho com a abordagem pedagógica da
escuta sensível da criança, tornando-se um espaço vivo e transformador porque
acredita na capacidade de pensar e de aprender de cada criança. Hoje realizamos
mais uma Reunião do Conselho Infantil, e mais uma vez, buscamos aperfeiçoar nossa
escuta, começamos pelo aprimoramento das nossas propostas e objetivos na pauta
apresentada aos conselheiros infantis.
Depois de uma consulta com a
Nutricionista da SHA, a pauta apresentava uma proposta de Cardápio nutritivo e
saudável para apreciação e deliberação dos conselheiros; nesta pauta também havia
propostas de brincadeiras que já foram realizadas na festa anterior dos
Aniversariantes do 1º trimestre do ano letivo.
O debate desta pauta tem sido um grande desafio, no quesito cardápio, levando em consideração uma festa de aniversário em que nossas crianças trazem de suas vivências , representações sobre um cardápio, influenciado por uma memória afetiva sobre alimentos excessivamente doces, muita fritura, refrigerantes, etc.; como coisa gostosa; gerando polêmicas que perpassam o espaço sociocultural da escola, frente as políticas públicas que refletem a necessidade de incorporação de outros saberes nas ações de Educação alimentar.
É preciso conscientizar e a infância é um período determinante na aquisição de bons hábitos à mesa.
A primeira lição é que não há palavra que possa ensinar o gosto do feijão ou o cheiro do coentro. É preciso provar, cheirar, só um pouquinho, e ficar ali, atento, para que o corpo escute a fala silenciosa do gosto e do cheiro. Explicar o gosto, enunciar o cheiro; pra estas coisas a Ciência de nada vale; é preciso sapiência, ciência saborosa, para se caminhar na cozinha, este lugar de saber-sabor. (ALVES, R. 2007, p. 145)
A reunião foi um sucesso
e constatamos que a escuta facilita a criança enxergar-se como sujeito
participativo e protagonista de sua própria história, não significando que o professor deva fazer suas vontades, e sim criar condições para que a
criança se desenvolva diante das descobertas, experiências e
aprendizagens.
Referenciais:
Alves, Rubem. Estorias
para quem gosta de ensinar: O fim dos vestibulares. 11º edição. Campinas, SP:
Papirus, 2007.












